Novelas afetam brasileiros

Posted on Quinta-feira 18 Junho 2009

Gravidez
Reprodução
"Novelas afetam brasileiros", diz jornal americano

Não é de hoje que as novelas brasileiras têm chamado atenção no exterior. Títulos como "O Clone", "Da Cor do Pecado" e "Terra Nostra" são ou foram sucesso em vários países pelo mundo. Mas agora, o poder de influência das novelas sobre os costumes brasileiros entrou em pauta no "Washington Post", um dos principais jornais americanos.

A publicação acredita que as novelas estão ligadas diretamente à cultura brasileira. "As novelas criam moda no Brasil. Depois de ‘O Clone’, atração gravada no Brasil e em Marrocos que foi ao ar em 2001, a dança do ventre virou febre", cita o texto. Dando exemplo de outra influência, a matéria fala da novela "Quatro por Quatro", quando uma das personagens usava flores na cabeça. "As mulheres brasileiras começaram a usar flores amarelas nos cabelos", diz.

Para defender a teoria de que a vida dos brasileiros é guiada pelas tendências das novelas, o professor da universidade do Texas, Antonio La Pastina, declarou que a teledramaturgia brasileira faz parte do Brasil contemporâneo. "As novelas se tornaram uma parte importante na construção da cultura brasileira. É difícil pensar no Brasil contemporâneo sem pensar nas novelas", declara.

O texto também traz o contraponto desta visão. O diretor de Comunicação da Globo, Luis Erlanger, se opôs ao conceito de que as novelas determinam o comportamento dos brasileiros. "Imaginar que as pessoas seguem tudo aquilo o que a novela mostra diminui a capacidade de livre arbítrio do povo. Chega a ser antidemocrático", afirma Erlanger.
O "Washington Post" também fala sobre a atual novela das 21 horas da Rede Globo, "Caminho das Índias", que segundo ele, tornou a cultura indiana popular no país. Sobre a mesma novela, a matéria fala sobre Tarso, o personagem interpretado por Bruno Gagliasso e que sofre de esquizofrenia.

O personagem teria chamado a atenção sobre saúde mental no Brasil e levado o tema para outros programas. O próprio ator deu seu depoimento sobre o assunto. "É como se a Globo levantasse a bola para outras pessoas começarem a jogar", disse Bruno.

Enquanto lá fora discutem o assunto, aqui no Brasil é preciso lembrar que a audiência das novelas diminuiu de alguns anos pra cá. Porém, elas continuam sendo o programa favorito dos brasileiros.

http://entretenimento.br.msn.com/famosidades/noticias-artigo.aspx?cp-documentid=20436670

terça-feira, 16 de junho de 2009 10:15:00

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Saiba o que é e como tratar

Posted on Terça-feira 16 Junho 2009

O tema é tão sério que já está sendo abordado em novela. O transtorno não tem cura, mas pode ser controlado com terapia e medicamentos

SÃO PAULO (ABN NEWS) - A esquizofrenia significa divisão, ou seja, a mente da pessoa cria uma separação entre o bom e o mau, o certo e o errado, como se ambas não pudessem pertencer a mesma mente. É disto que provém as alucinações, confundindo a pessoa do que é real ou não. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é um dos principais transtornos mentais que atinge 1% da população com idade entre os 15 e os 35 anos, e é a terceira causa de perda da qualidade de vida entre os 15 e 44 anos, considerando-se todas as doenças. A psicoterapeuta e diretora do Instituto de Psicologia Avançada AMO, Maura de Albanesi, afirma que, pesar do impacto social, a esquizofrenia ainda é uma doença pouco conhecida pela sociedade, sempre cercada de muitos tabus e preconceitos.

Essa doença, explica a especialista, pode se desenvolver gradualmente, tão lentamente que nem o paciente nem as pessoas próximas percebem que algo está errado, só quando comportamentos abertamente desviantes se manifestam. O período entre a normalidade e a doença deflagrada, pode levar meses. “Há, no entanto, pacientes que desenvolvem esquizofrenia rapidamente, em questão de poucas semanas ou mesmo de dias. A pessoa muda as suas atitudes e entra no mundo esquizofrênico, o que geralmente alarma e assusta muito os parentes”, explica a Dra. Maura.

Não há uma regra fixa quanto ao modo de início: tanto pode começar repentinamente e eclodir numa crise inesperada, como começar lentamente sem apresentar mudanças extraordinárias, e somente depois de anos surgir uma crise característica. Entretanto, comenta a psicoterapeuta, geralmente os primeiros sintomas são a dificuldade de concentração, prejudicando o rendimento nos estudos; estados de tensão de origem desconhecida mesmo pela própria pessoa, insônia e desinteresse pelas atividades sociais com conseqüente isolamento.
“Nos dias de hoje, os pais pensarão que se trata de drogas, os amigos podem achar que são dúvidas quanto à sexualidade, outros pensarão que são indagações existenciais próprias da idade”, diz a especialista.

Como tratar?

Os antipsicóticos são os medicamentos mais indicados no tratamento da esquizofrenia e representam um grande avanço no tratamento da doença, com redução das internações psiquiátricas e melhor integração dos pacientes à sociedade. No entanto, as atuações da psicoterapia e as técnicas escolhidas para o tratamento podem otimizar, efetivamente, os resultados quanto à redução dos sintomas. “Os medicamentos tratam as principais características da esquizofrenia, mas questões relacionadas diretamente ao convívio social da pessoa requerem tratamentos complementares como a reabilitação psicossocial e a psicoterapia. O tratamento psicoterapêutico visa integrar esta mente, e auxiliar a pessoa a perceber em si os conteúdos do seu inconsciente que estão se manifestando por meio das alucinações, que nada mais são do que projeções deste inconsciente que não é aceito pela pessoa. Uma vez que ela consegue perceber que tudo é produto de sua mente, poderá mais facilmente aprender a lidar com elas”, esclarece a Dra. Maura.

Qual o papel da família?

Os familiares são aliados importantíssimos no tratamento e na reintegração do paciente. É importante que estejam orientados quanto à doença para que possam compreender os sintomas e as atitudes do paciente, evitando interpretações errôneas. As atitudes inadequadas dos familiares podem muitas vezes colaborar para a piora clínica. O impacto inicial da notícia de que alguém da família tem esquizofrenia é bastante doloroso, porque a doença é pouco conhecida e sujeita a muita desinformação.
“Frequentemente, diante das atitudes excêntricas dos pacientes, os familiares reagem também com atitudes inadequadas, perpetuando um circulo vicioso difícil de ser rompido. Atitudes hostis, criticas e superproteção prejudicam; apoio e compreensão são necessários para que o paciente possa ter uma vida independente e conviva satisfatoriamente com a doença”, finaliza a psicoterapeuta.

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Video: God With Us

Posted on Domingo 7 Junho 2009

per feito so de us
per feito so de us
Perfeito só Deus  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Autismo é o preço da inteligência, diz descobridor

Posted on Quinta-feira 4 Junho 2009

James Watson
James Watson
James Watson, codescobridor da estrutura do DNA, pai da biologia molecular e polemista profissional, tem uma nova teoria para explicar a suposta genética da inteligência. Os genes que predisporiam algumas pessoas a habilidades intelectuais elevadas seriam os mesmos que disparam doenças como autismo e esquizofrenia.

Coincidentemente, é essa a hipótese que um grupo de pesquisadores da Universidade do Colorado está desenvolvendo. Os dados foram apresentados na semana passada nos Estados Unidos, logo depois de Watson ter delineado suas ideias.

"Isso é muito especulativo. Não posso provar", admitiu à Folha o biólogo, de 81 anos. Mas a inteligência, continuou, é rara porque casais inteligentes têm probabilidade mais alta de terem filhos com problemas. "E esses genes tendem a ser eliminados pela seleção natural."

Watson apresentou sua tese durante o 74º Simpósio de Cold Spring Harbor sobre Biologia Quantitativa, organizado pelo laboratório do qual ele era chanceler –até ser demovido do posto no fim de 2007 por ter feito comentários racistas.

Longe de se retratar pelo episódio, Watson ainda sugeriu, durante sua apresentação, que outro motivo pelo qual a inteligência é rara é que "as pessoas inteligentes pagam por dizerem a verdade. Sei disso por experiência pessoal".

Autorreferência

O cientista começou a desenvolver sua hipótese depois de ter sido o primeiro ser humano a ter o genoma sequenciado.

"Fiquei assustado, descobri que tinha mutações em três genes ligados ao reparo do DNA".

Esses genes, como o BRCA1 e o BRCA2, entram em ação para corrigir danos causados durante a replicação do DNA ou por uma agressão do ambiente, como radiação. Mutações neles estão ligadas ao câncer.

"Pessoas com essas mutações tendem a ter filhos especiais", disse. Watson tem um filho esquizofrênico.

Os mutantes são mais inteligentes que a média e têm menos filhos –e, de acordo com Watson, têm problemas para se relacionar com as outras pessoas. Veja os cientistas.

Supostamente, os genes da inteligência seriam eliminados pela seleção natural. "Mas por que eles não somem e a humanidade não fica mais estúpida?"

Elementar, afirma Watson. As sociedades que têm indivíduos com alta cognição, como Einstein e Darwin, se beneficiam. O processo evitaria o expurgo da inteligência -e da esquizofrenia- do "pool" genético dessas populações.

Faca de dois gumes

Menos especulativa é a ligação entre cognição e doenças mentais feita pelo grupo de James Sikela (Universidade do Colorado). Ele e seus colegas descobriram uma correlação entre o alto número de cópias de um gene numa certa região do DNA humano e o desenvolvimento do cérebro. Essa região, dizem outros estudos, estaria também implicada com autismo e esquizofrenia.

Os pesquisadores identificaram que uma região instável do genoma chamada 1q21.1 concentrava um número alto de cópias de um gene chamado DUF1220. "A relação de causa e efeito não está provada, mas nós relatamos uma correlação" entre o aumento do número de cópias desse gene na linhagem humana e o aumento do cérebro, disse Sikela à Folha.

Essa instabilidade é "uma faca de dois gumes". "Ela teria permitido mais cópias do DUF1220 e, portanto, teria sido retida na evolução. Por outro lado, essa instabilidade não é precisa e pode gerar um embaralhamento deletério de sequências.

É por isso que os vários estudos recentes que têm relacionado variação no número de cópias na região 1q21.1 no autismo e na esquizofrenia chamaram nossa atenção: isso se encaixa na ideia de que os indivíduos com essas doenças são o preço que a nossa espécie paga pelo mecanismo que permitiu e permite a geração de mais cópias da DUF1220."

Sikela disse que Watson não sabia de seus dados e que o mecanismo sugerido por ele é diferente. "Mas, em teoria, outras regiões do genoma poderiam se encaixar no modelo."

Por Claudio Angelo
enviado especial da Folha de S.Paulo a Cold Spring Harbor (EUA)

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u575851.shtml

Administrator @ 6:30 am
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São Paulo: Universidade treina professor para identificar esquizofrenia

Posted on Terça-feira 2 Junho 2009

A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) criou um programa em que médicos e outros profissionais da saúde vão até as escolas ensinar os professores a identificar alunos com suspeita de doenças psiquiátricas graves, como a esquizofrenia. O foco são estudantes entre 11 e 18 anos de 40 escolas públicas de São Paulo.

Depois de identificados, os alunos seguem para o Proesq (projeto de esquizofrenia da Unifesp) para confirmar o diagnóstico -que envolve entrevistas com os jovens e seus familiares e exames de neuroimagem. No momento, 300 estudantes da zona sul de São Paulo passam por avaliações.

O programa foi inspirado em outras iniciativas de sucesso em países como EUA, Inglaterra e Alemanha. "A meta é a detecção precoce. Os professores podem ajudar muito na identificação de sinais sugestivos [da doença]. Às vezes, os adolescentes passam mais tempo com eles do que com seus pais", diz o psiquiatra Rodrigo Bressan, professor da Unifesp e coordenador do Proesq.

Entre os sinais investigados nos alunos estão queda no rendimento escolar, relatos de perseguição ou de ouvir vozes, agressividade e quadros depressivos e de isolamento.
Em geral, a esquizofrenia começa na adolescência ou no início da vida adulta -90% dos casos são diagnosticados entre 15 e 25 anos. Estima-se que 1,8 milhão de brasileiros (1% da população) tenham a doença.

A esquizofrenia preocupa os médicos por várias razões, entre elas, a dificuldade do diagnóstico precoce, o estigma e a não adesão à terapia.

Uma recente revisão de estudos feita pelo Instituto de Psiquiatria da USP mostrou que metade dos portadores de esquizofrenia não adere ao tratamento, o que aumenta em 88% as chances de recaída (surtos).

"Cada surto significa perda de neurônios e declínio mais rápido do paciente. Quanto mais surtos, maior o comprometimento das funções psíquicas e dos danos cerebrais", diz o psiquiatra Hélio Elkis, coordenador do projeto de esquizofrenia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de SP.

Resistência aos remédios

As recaídas também são causadas por refratariedade, quando o doente desenvolve resistência aos antipsicóticos convencionais -drogas que agem nos receptores neuronais de duas substâncias produzidas no cérebro, a dopamina e a serotonina. De 30% a 40% das pessoas com esquizofrenia podem apresentar o problema.

Nesses casos, é preciso associar à terapia outras drogas antipsicóticas. Mas também há entraves. Uma pesquisa da Unifesp mostrou que 80% dos pacientes refratários às drogas convencionais, tratados em um Centro de Atenção Psicossocial de São Paulo, não eram reconhecidos como tal e muito menos tratados adequadamente.

Segundo Bressan, os médicos tinham medo em medicá-los com a clozapina (antipsicótico usado em casos refratários e fornecido gratuitamente pelo governo do Estado). "O remédio tem como efeito colateral a granulocitose [queda dos glóbulos brancos do sangue]. Mas o risco é mínimo quando os doentes são acompanhados de forma adequada. Também falta treinamento para os profissionais da saúde."

Por Cláudia Collucci
da Folha de S.Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u575237.shtml

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Video: Conheça as causas e tratamentos da esquizofrenia

Posted on Sexta-feira 29 Maio 2009

Um transtorno que tem como principal característica o distanciamento da realidade. Causa, dentre outros sintomas, perda do sono, irritabilidade, sensação de perseguição. A esquizofrenia é o tema da entrevista com a psiquiatra e psicanalista e representante da Associação Brasileira de Psiquiatria, Gilda Paoliello.

http://globominas.globo.com/GloboMinas/Noticias/BomDiaMinas/0,,MUL1175356-9077,00-CONHECA+AS+CAUSAS+E+TRATAMENTOS+DA+ESQUIZOFRENIA.html

Administrator @ 6:51 am
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Reportagem: Realidade na ficção; ficção na realidade

Posted on Quinta-feira 14 Maio 2009

Tarso
Bruno Gagliasso, personagem Tarso de Caminho das Índias
O amadurecer não é uma etapa fácil na vida de ninguém. Pressões dos pais e da sociedade para assumir responsabilidades, escolher a carreira, ter autonomia em tomar decisão ou ser mãe. Toda essa mudança de postura mexe com o comportamento e as emoções dos adolescentes e jovens adultos, que ficam vulneráveis ao stress. E é justamente nessa fase da vida - nos homens aos 18 anos e nas mulheres, por volta dos 26 - que, em 1% da população mundial, outras características comportamentais se unem a essas, geralmente de forma gradativa, até culminar em um surto psicótico.

O desenvolvimento da esquizofrenia foi mostrado recentemente na televisão por meio do personagem Tarso, interpretado por Bruno Gagliasso, em Caminho das Índias. A novela de Glória Perez também mostrou que reconhecer precocemente um quadro de esquizofrenia é difícil para os pais, ao próprio jovem e à sociedade, uma vez que as alterações comportamentais provocadas não são exclusivas da doença. Destacam-se: mudança na personalidade, isolamento social, insônia, indiferença em relação ao sentimento dos outros, períodos intercalados de hiperatividade e inatividade, dificuldade de concentração, desconfiança e hostilidade, bem como ferimentos provocados em si mesmo, sensibilidade a barulhos e luzes e descuido com higiene pessoal.

Ao observar esses sintomas, a primeira desconfiança é de que a pessoa (filho ou amigo) está passando dos limites, quer chamar atenção, é fraca, está deprimida ou envolvida com drogas. ‘’O difícil é reconhecer que ela tem uma doença mental e precisa ir ao médico, até um fator mais sério ocorrer: atitude fisicamente agressiva, afirmar que é uma autoridade ou entidade religiosa, dizer ouvir vozes ou sentir-se perseguido e ameaçado'’, afirma o dr. Antônio Leandro Nascimento, psiquiatra do programa ABP Comunidade, criado pela Associação Brasileira de Psiquiatria.

Sites recomendados

>> www.gagliassoblog.com
>> www.entendendoaesquizofrenia.com.br
>> www.abrebrasil.org.br
>> www.abpcomunidade.com.br

Falta de informação

Se hoje algumas pessoas ao menos sabem que o tema esquizofrenia está sendo tratado na novela de Glória Perez ou que o ator Bruno Gagliasso interpreta um personagem com um tipo de transtorno mental, antes, essa palavra era quase impronunciável ou inaudível. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% da população não sabe o que é esquizofrenia. ‘’Não se fala sobre a doença. O portador do sofrimento psíquico acaba afastado da sociedade, seja por falta de estímulo para a reinserção social ou para ser preservado pelos familiares. Estes, muitas vezes, também se negam a aceitar o problema, sentem-se culpados e/ou rebelam-se com a condição do paciente dentro de casa. O motivo para isso tudo: falta de informação generalizada, que leva ao stress e cria um estigma'’, explica o dr. Leonardo Figueiredo Palmeira, psiquiatra da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro e autor do livro recém-lançado Entendendo a Esquizofrenia - Como a família pode ajudar com o tratamento? (Ed. Interciência - 2009).

A ideia de escrever um livro que reunisse informações corretas e claras para leigos, com relatos e dicas a portadores e familiares, nasceu com o programa de psicoeducação desenvolvido por ele entre 2000 e 2007, no Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro (CPRJ), juntamente com as outras autoras do livro: a psicóloga Maria Thereza Geraldes e a psicopedagoga Ana Beatriz Bezerra. Trata-se de um curso educativo sobre a esquizofrenia, seguido de terapia de grupo para as famílias. Segundo o dr. Palmeira, já foi comprovado cientificamente que a informação ajuda muito no tratamento médico e na recuperação do paciente. ‘’Até o número de recaídas e internações é menor em pacientes que possuem uma família esclarecida'’, revela. O estigma é a influência mais negativa para quem sofre de algum transtorno mental.

Tem tratamento

O tratamento medicamentoso com antipsicóticos age diretamente no neurônio, bloqueando os receptores de dopamina e evitando sua produção em excesso. ‘’Diferentemente do que é imaginado pela sociedade, o portador de esquizofrenia não vive o tempo todo em surto'’, afirma o dr. Nascimento. ‘’Fora da crise, a pessoa fica bem, interage e, em muitos casos, pode trabalhar. Portanto, não há motivo para discriminação e afastamento. Nem se trata de uma doença contagiosa'’, completa.

Segundo ele, existem manifestações diferentes de esquizofrenia. O personagem Tarso apresenta um quadro de esquizofrenia paranóide (com predomínio de alucinações e delírios). Outros tipos comuns são: a hebefrênica (com incidência na adolescência e probabilidade de prejuízos cognitivos e sócio-comportamentais) e a chamada simples (diminuição da vontade e da afetividade, empobrecimento do pensamento, isolamento social; sem delírios e alucinações). Cada um dos tipos tem variações de níveis (leves e graves).

Iniciado o tratamento medicamentoso, o efeito terapêutico pode demorar de 4 a 8 semanas, com alguma melhora já nos primeiros dias. O tempo total do tratamento será dito pelo médico, podendo variar de um a cinco anos ou, dependendo do caso, por um período indeterminado.

Uma vez que os sintomas são controlados e a pessoa começa a se sentir bem, é comum abandonar o tratamento. ‘’Todavia, o paciente não está curado. Todo tratamento leva no mínimo um ano e, sem ele, a pessoa fica vulnerável a novas crises'’, alerta o dr. Palmeira. A manutenção é importante justamente para se evitar futuras recaídas, que podem ser mais intensas do que o primeiro surto. ‘’É uma doença crônica, como diabetes, que exige acompanhamento médico - no caso psiquiátrico - a vida toda'’, afirma o dr. Nascimento. Além dos medicamentos e do acompanhamento profissional, um conjunto de ações, como terapias ocupacionais, inclusão social e reabilitação, complementa o tratamento.

Atualmente, sabe-se que a esquizofrenia tem causa genética. ‘’Todo mundo que desenvolve a doença tem, necessariamente, a presença desse gene. Contudo, há casos de quem tem o gene e nunca desenvolve esquizofrenia'’, conta o dr. Palmeira. Também é comprovado que alguns fatores ambientais podem estimular o desenvolvimento da doença nessas pessoas predispostas, como stress, infecção viral durante a gestação da mãe, exposição psicológica na mãe ou na criança e uso de maconha. ‘’É importante deixar claro que esses fatores isolados, sem a presença do gene, não causam a doença.'’

O apoio da família é fundamental

A família não tem culpa pelo desenvolvimento da esquizofrenia no filho e não deve transmitir esse sentimento a ele. O saber lidar com o paciente é difícil pela falta de informação. Porém, o apoio é fundamental para uma melhor recuperação e reinserção do paciente.

Em Caminho das Índias, agora se vê como Tarso, a família e pessoas próximas lidam com o diagnóstico e a doença, o tratamento e o estigma que há na sociedade. A mãe, Melissa (personagem de Christiane Torloni), não aceita e, em um primeiro momento, joga até fora os medicamentos do filho.

‘’Haver equilíbrio é fundamental. Os pais tendem a abandonar ou superproteger, podem cobrar demais ou abdicar da própria vida para se envolver afetivamente ao extremo. Nada disso é indicado'’, alerta o dr. Palmeira. Para ele, deve-se dosar o que pode ser cobrado e como fazê-lo, o dar carinho e proteção, sem exageros. ‘’Conversar com outras pessoas que lidam com isso e procurar informação ajuda muito. Entender a condição, acolher, apoiar e dar amor são atos imprescindíveis.'’

O psiquiatra também enfoca a importância de estimular o indivíduo ao convívio social. Não é bom os pais manterem a pessoa dentro de casa. O lazer, o ir ao cinema ou ao restaurante, estando com os sintomas controlados, é muito benéfico e estimulante para o paciente conquistar autocrítica, bem como incentivar parentes e amigos a estabelecerem uma relação saudável. A comunicação em casa deve ser clara e o ambiente emocionalmente estável para não deixá-lo vulnerável ao stress.

Grupos de apoio - reinserção social e reabilitação profissional

Com o primeiro surto, indica-se a internação. Mas, com os sintomas sob controle, o paciente pode ir para casa passando ao tratamento ambulatorial, feito diariamente no hospital. Novas internações, em geral, são necessárias se o paciente recusa-se a tomar medicamento e entra em novo surto. Essa realidade de tratamento fora de um sistema fechado é recente no Brasil, graças à Reforma Psiquiátrica, amparada pela lei 10.216, de 2001, que trata ‘’da proteção e dos direitos das pessoas portadoras de transtornos psíquicos e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Com ela, ao invés do isolamento, o convívio na família e na comunidade é estimulado e o atendimento feito nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) - residências terapêuticas, ambulatórios, hospitais gerais e centros de convivência - com o objetivo de recuperar a capacidade social dos pacientes'’.

‘’Avançamos muito no tratamento das doenças de saúde mental de 20 anos para cá, com os medicamentos e a reforma psiquiátrica. Mas esses centros precisam deixar de ser um posto de atendimento, como acontece muitas vezes, para se tornarem um local de trabalho cotidiano de socialização e recuperação da autoestima, tendo espaço para atender a todos os usuários'’, diz o dr. Palmeira. Acredita-se que 12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental, contínuo ou eventual.

Exemplo de trabalho social - Em Guarulhos, na Grande São Paulo, as pessoas adultas, de baixa renda, portadoras de transtornos mentais e clinicamente estáveis são encaminhadas por profissionais da rede de saúde mental do município (principalmente o CAPs) ao Projeto Tear - Oficinas de Trabalho, Terapia e Arte, onde frequentam, de segunda a sexta, em horário comercial. Com quase seis anos de atividade, é uma iniciativa privada da Pfizer, em parceria com a Prefeitura de Guarulhos e a Associação Cornélia Vlieg, com a finalidade de reabilitar essas pessoas, fortalecer o relacionamento e inseri-las novamente no mercado de trabalho por meio de oficinas oferecidas: gráfica, reciclagem de papel, vitral, mosaico, marcenaria, velas artesanais, tear, serigrafia e personalização.

Os objetos de artesanato produzidos por eles são comercializados e o valor arrecadado é revertido em prol dos usuários. Os participantes são avaliados por assiduidade, iniciativa, criatividade, relação com o grupo e desempenho e recebem uma ‘’bolsa oficina'’. Além da recuperação da autoestima e do melhor convívio social, o trabalho nas oficinas gera renda e mostra, na prática, como é possível a reabilitação.

‘’Os familiares e até mesmo os portadores do sofrimento psíquico ficam admirados com o desenvolvimento do potencial artístico: do que são capazes de fazer'’, conta a psicóloga e coordenadora do projeto, Valéria Bianchini. No ano passado, 16% dos usuários foram inclusos no mercado de trabalho.

Casos reais

John Nash
Matemático norte-americano, ganhador do Prêmio Nobel de Economia. Sua biografia foi retratada no filme Uma Mente Brilhante.

Jack Kerouac
Escritor americano, autor do livro On the Road (Pé na Estrada)

Brian Wilson
Norte-americano fundador da banda Beach Boys, e principal compositor americano na década de 1960.

Syd Barrett
Músico inglês, ex- guitarrista do grupo Pink Floyd, um dos criadores da banda e principal compositor

Antonin Artaud
Poeta e dramaturgo francês, autor de O Teatro e seu Duplo, uma das principais obras sobre o teatro

Arthur Bispo do Rosário
Artista plástico brasileiro, nascido em Sergipe, criador da obra Manto da Apresentação

Vaslav Nijinski
Bailarino russo da companhia de balé de Sergei Diaghilev e coreógrafo

 

Por Roberta Viganó

http://contigo.abril.com.br/reportagem/realidade-ficcao-ficcao-realidade-esquizofrenia-470468.shtml

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Caminho das Índias: Especialista inocenta família por doença de Tarso

Posted on Terça-feira 12 Maio 2009

Familia
Melissa, Ramiro e Tarso, personagens de Caminho das Índias
Em 23 de maio, a Abre (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia) promove, em São Paulo, a 19ª edição do encontro Conversando Sobre a Esquizofrenia, evento gratuito e aberto ao público, feito por profissionais da saúde, familiares e portadores de esquizofrenia. O objetivo é, entre outras coisas, jogar luz sobre um assunto que, na novela Caminho das Índias, da Globo, vem sendo tratado sob a ótica da ficção.

Em conversa com O Fuxico, Jorge Cândido de Assis, que há 24 anos convive com a esquizofrenia e hoje é autor do livro livro Entre a Razão e Ilusão: Desmistificando a Loucura (Ed. Segmento Farma, 2008), conta tudo sobre a doença que vem assombrando Tarso, o atormentado jovem vivido por Bruno Gagliasso. Ele, que também é especialista do Proesq (Programa de Esquizofrenia da Universidade Federal de São Paulo), afirma que Tarso tem Transtorno Psicótico Agudo, e não esquizofrenia, como vem sendo divulgado.

"O fato de a novela precisar de uma linguagem digerível ao grande público, talvez seja um dos motivos para que a esquizofrenia não se mostre como realmente é. O que o telespectador vê não condiz com a realidade. Na verdade, o Tarso nem esquizofrenia tem ainda. Mas, para que a trama da novela ganhasse sentido, houve um diagnóstico precipitado de esquizofrenia", diz o especialista.

Mais: a família não tem culpa da doença do jovem e Tônia (Marjorie Estiano), infelizmente, ainda terá muito que sofrer, caso decida continuar namorando o rapaz.

Confira os principais trechos da entrevista, concedida com exclusividade a O Fuxico:

Família redimida

A novela passa a imagem de que uma família desestruturada pode causar esquizofrenia. Essa ideia não é verdadeira. A mãe (Melissa, interpretada por Christiane Torloni) e o pai (Ramiro, vivido por Humberto Martins) não têm culpa alguma. O neurodesenvolvimento da esquizofrenia está associado a diversos fatores, como problemas no parto, variações genéticas e conjunto de fatores que tornam o corpo mais vulnerável. A primeira crise de esquizofrenia ocorre quando a pessoa tem entre 18 e 35 anos, e após sofrer um fator desencadeante do problema, que é como se fosse uma espécie de gatilho. Esse gatilho pode ser o uso de drogas, a morte ou a perda de alguém querido e até pressão familiar. Mas, vamos deixar bem claro: se fosse uma outra pessoa, a esquizofrenia ou doença mental não apareceria. Outro jovem lidaria bem com aquelas cobranças do Ramiro e da Melissa, dando as respostas apropriadas ou se revoltando.

Tonia
Tônia, interpretada por Marjorie Estiano
Tônia

Agora, vamos sair da parte técnica e entrar no campo da opinião. Desde os 22 anos de idade, convivo com a esquizofrenia e com outros doentes. A grande maioria das pessoas só enfrenta problemas tão graves após o relacionamento estar consolidado, o que não foi o caso da Tônia (Marjorie Estiano), que o conheceu pouco antes de sua primeira crise. O amor de Tarso com ela, na vida real, seria muito mais complicado do que a novela vem mostrando. Pense que, em vez de sair todos os dias para se divertir com o namorado, ela irá até ele para resolver problemas. Apesar disso, é um amor possível, porém, bem difícil e improvável. Sendo realista, no momento em que a doença de Tarso está, o que ele precisa é de tratamento e resgatar a própria vida, para só depois pensar em uma relação duradoura.

A doença de Tarso

Pelo que vem sendo mostrado até agora, Tarso tem o que os especialistas chamam de Transtorno Psicótico Agudo. Só depois de seis meses de acompanhamento contínuo é que os médicos podem fazer uma avaliação, para saber se o diagnóstico é ou não esquizofrenia. Na cena em que ele foi hospitalizado, após uma crise na rua, mostra-se claramente um episódio psicótico agudo. Na verdade, nem dá para dizer o que ele tem ainda. No futuro, poderia evoluir para transtorno bipolar. Mas, para que a trama da novela ganhasse sentido, houve o diagnóstico precipitado de esquizofrenia. Outro ponto que deveria ser deixado claro, é que a doença nunca acontece de um dia para o outro.

Vozes e imagens

Tarso frequentemente diz que está vendo alguém que o persegue. Mas, a esquizofrenia não é assim. É muito raro os esquizofrênicos verem imagens nítidas de alguém. Não é comum ver pessoas, mas vultos são frequentes. O doente pode ouvir uma voz ou várias ao mesmo tempo, sempre fazendo comentários sobre o comportamento dele. O conteúdo das vozes tem a ver com a história da pessoa. Embora as vozes não sejam escutadas por mais ninguém, o processo é bem real. Existem pesquisas, com exame de neuroimagem, que mostram que a parte do cérebro que processa a audição funciona durante essa crise.

Glória Perez

Apesar de não retratar a realidade, a linguagem utilizada por Glória Perez tem vários pontos positivos. O personagem Tarso tem algo muito bom, que é mostrar a questão da discriminação que, por sua vez, se baseia em um total desconhecimento da população em relação à doença.

O que a gente (quem tem esquizofrenia) percebe, é que existe uma linguagem na novela necessária para que a doença seja aceita pela população. Acho importante falar também de Sidney Sampaio [ator que intepreta Ademir, filho de Cema (Neusa Borges) e irmão de Maico (Mussunzinho)]. Ele interpreta um doente mental diferente de Tarso, por sua situação econômica e social, classificadas por muitos como inferiores.

A novela mostra que a esquizofrenia está em todas as classes, tanto na alta quanto na baixa. Outro ponto positivo é que o Bruno Gagliasso é um excelente ator que, com sua interpretação sincera, está despertando a atenção para uma doença que, no Brasil, é desconhecida e carregada de preconceitos, mesmo sendo mais comum do que a Aids. Para se ter uma ideia, a incidência de esquizofrenia é de cerca de 0,7% na população brasileira. É um número muito expressivo, para uma doença tão grave.

Realidade Sombria

A realidade do que os esquizofrênicos vivem, de fato, na pele, é diferente do que é mostrado na novela. Na verdade, existem diferenças importantes. São elas: 1) quando entra em crise, o doente não tem momentos de memória e de lucidez, como o Tarso. É uma coisa (crise) contínua, que pode demorar de 15 dias a um mês, dependendo de cada caso; 2) Uma coisa que a novela não retrata é que a pessoa, quando entra em crise, precisa de internação breve, e que isso não é punição. O personagem, provavelmente, vai passar a novela inteira sem mostrar esse lado da realidade, que existe e é necessário, não é maldade da família; 3) Outra coisa que é dita de maneira um pouco fora da realidade é o uso da medicação, que só pode ser administrada por um profissional muito especializado. O acompanhamento é muito próximo, pois as drogas usadas afetam o sistema nervoso central. A doença não é tão romântica como, às vezes, o psiquatria intepretado por Stênio Garcia dá a entender. E o tratamento não é igual ao de um doente com diabetes.

A esquizofrenia é uma síndrome que tem cinco subtipos. Não é uma coisa única. E, dentro desse grupo de doenças, há variação no prognóstico. Mais ou menos 14% têm uma única crise durante toda a vida, ficando livre dela depois. Cerca de 42,5% têm períodos de crises, que alteram profundamente o mecanismo do cérebro. Mesmo o medicamento só fazendo efeito depois de dias, após a crise, o doente volta a enxergar o mundo do jeito que ele é. O restante desse grupo, infelizmente, tem perda cognitiva e de funcionamento do cérebro. Em resumo, a cada crise, ele piora mais. O grande desafio é manter a pessoa estável e prevenir outras crises, pois existe uma perda gradual das funções.

Suicídio

Na esquizofrenia, em média 50% das pessoas tentam o suicídio e 10% têm sucesso. Em geral, isso acontece quando a pessoa cai em si e se dá conta de que tem uma doença mental grave, para a vida inteira. Por isso, é preciso um constante acompanhamento do humor do paciente. Caso o diagnóstico de Tarso realmente seja esquizofrenia, ele fica sujeito também a esse problema.

Serviço:

Para saber mais sobre esquizofrenia e sobre Tarso, acesse:

Abre (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia): http://www.abrebrasil.org.br/ - (11) 5533-1789

Bruno Gagliasso: http://gagliassoblog.com/ (blog criado pelo ator para discutir a doença de Tarso)

 

Por Kathia Natalie

http://ofuxico.terra.com.br/materia/noticia/2009/05/05/especialista-inocenta-familia-por-doenca-de-tarso-111537.htm

Administrator @ 8:03 am
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Portugal: Medicamento mais vendido é para doenças do coração

Posted on Domingo 26 Abril 2009

Tarso
Risperdal Consta, medicamento antipsicóptico
Os portugueses gastaram 2,4 mil milhões de euros em medicamentos durante o ano passado.

Segundo dados da empresa de ‘marketing’ IMS Health, a que o DN teve acesso, os remédios para os problemas cardíacos, a depressão e o colesterol foram os mais comprados nas farmácias portuguesas.

Em Portugal venderam-se no ano passado mais de 1,9 mil milhões de euros de medicamentos de marca, segundos dados revelados ao DN pelo IMS Health - empresa de consultoria internacional em marketing farmacêutico. E em genéricos, os gastos situaram-se nos 461,5 milhões. O que significa que o ano passado, os portugueses gastaram quase 2,4 mil milhões de euros em medicamentos.

O produto de marca mais vendido em Portugal foi o Plavix, destinado a doenças do coração. Este medicamento, que custa cerca de 50 euros, foi o que registou maior volume de vendas, em 2008.

Nos primeiros lugares do top 20 dos mais vendidos (ver tabela) estão ainda remédios para o colesterol (zarator) e depressão (cipratex). O primeiro custa 46 euros e o segundo 45.

Os dados revelam que em 2008, os 20 mais vendidos foram responsáveis por 20% do volume de negócios total. Ou seja, representaram gastos de 431 milhões.

Nos primeiros três meses deste ano, segundo dados da IMS Heahk, a conta dos medicamentos de marca já atingia os 501,5 milhões de euros, de acordo com os preços de vendas dos armazenistas às farmácias.

Já nos primeiros três meses deste ano, o Plavix continuou a ser o mais consumido, mas em segundo lugar ficou o Crestor para o colesterol. Por outro lado, de Janeiro a Março deste ano, saíram da lista dos 20 mais vendidos a Prevenar (vacina para a meningite) e o Spiriva, para a doença pulmonar. Em contrapartida, entrou na lista dos campeões, o antibiótico Clavamox e o o antipsicótico Risperdal Consta, um medicamento que custa 195 euros.

Entre os mais vendidos, treze são únicos e não têm concorrentes no mercado, quatro têm concorrentes com preço idênticos ou até mais elevados. E só cinco dos mais vendidos em 2008/09, segundo Elisabeth Lopes, directora da Farmácia Uruguai, são mais caros do entre todas as alternativas iguais existentes no mercado. São eles, o Cripalex, Vastarel, Coversyl, o Ben U ron e o Clavamox.

Terão sido estes medicamentos que levaram o presidente do Instituto Nacional da Farmácia (Infarmed) e do Medicamento, Vasco Maria, a acusar recentemente os médicos de receitarem os medicamentos mais caros. "Se é verdade que o crescimento da utilização dos genéricos em Portugal se deve aos médicos que os prescrevem , também é verdade que no âmbito dos grupos homogéneos, os médicos ainda prescrevem os medicamentos mais caros em 56 % dos casos", escreveu Vasco Maria no editorial de Abril do boletim do Infarmed.

O responsável sublinhou que "esta opção dos médicos aumenta "significativamente os encargos para os utentes".

De acordo com aquela farmacêutica, os medicamentos mais caros da lista são os antipsicópticos. O que tem o preço mais elevado (195 euros e 28 cêntimos), é o Risperdal Consta, que não não tem concorrente no mercado.

O segundo mais caro custa 114 euros e 53 cêntimos e é outro anti-psicóptico, que apesar de ter concorrentes não é dos mais caros.

Já o mais barato do top 20 é o o Ben U Ron - uma caixa de 20 comprimidos de 500 mg, das mais vendidas, custa 1 euro e 33 cêntimos.

O segundo mais barato da lista é um antiasmático e uma caixa de 60 comprimidos de 20 miligramas cada, custa nove euros e 6 cêntimos. Mas é, tal como o anterior, o mais caro entre os seus concorrentes. Ambos não exigem receita médica.

 

Por Ana Tomás Ribeiro

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1212758

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Video: Você sabe o que é esquizofrenia?

Posted on Domingo 19 Abril 2009

No Brasil existem hoje 1,5 milhão com esquizofrenia. A doença causa delírios e alucianções. Os doentes passam a evitar o contato social e o cérebro deles sofre uma alteração química.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1007675-7823-VOCE+SABE+O+QUE+E+ESQUIZOFRENIA,00.html

Administrator @ 12:00 am
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Bruno Gagliasso conta como se preparou para viver o esquizofrênico Tarso

Posted on Sexta-feira 3 Abril 2009

Bruno Gagliasso
Antes da novela, Bruno Gagliasso já vivia o papel de um esquizofrênico, o pintor Van Gogh
O ator acredita que a história do personagem de "Caminho das Índias" vai mudar o conceito de "loucura"

No capítulo de sexta (20) de Caminho das Índias, começou a ouvir vozes. A partir daí, ficou mais claro que o personagem, interpretado por Bruno Gagliasso, sofre de esquizofrenia. Como o rapaz é inspirado em Hamilton de Jesus Assunção, vocalista do grupo Harmonia Enlouquece, formado pelos pacientes do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro, Bruno fez várias visitas ao espaço, conversou com os integrantes da banda, leu os trabalhos da psiquiatra Nise da Silveira… Enfim, mergulhou fundo na “loucura” para dar conta do recado. O trabalho ainda ficará mais intenso. “Vamos ter várias cenas fortes. Tudo do jeito que eu gosto (risos)”, explica o ator, que não esconde a preferência por personagens densos.

Seu personagem terá uma banda como a Harmonia Enlouquece?
Vai ser a própria Harmonia Enlouquece. Tarso passará por vários tratamentos e o que, realmente, vai ajudá-lo é o tratamento que Nise da Silveira dava, que é por meio da arte. No caso dele, é a música. A novela vai falar da reintegração do esquizofrênico, do louco, na sociedade. Essa é a minha função.

A preparação para o Tarso foi a mais difícil na sua carreira?
Não digo a mais difícil, talvez até a mais prazerosa. Gosto disso. Vivo disso, só sei fazer isso, é o meu trabalho, é esse desafio que me estimula. Foi assim com o Júnior (de América, também de Gloria Perez, exibida em 2005), quando tive de estudar Lacan (o psicanalista Jacques Lacan). Fui tentar entender o que leva alguém a ser homossexual. Não é uma opção. A pessoa não escolhe ser discriminado, ser desrespeitado… E agora não é diferente com Tarso.

O fato de ter montado Um Certo Van Gogh (peça que esteve em cartaz ao longo de 2008) o ajudou?
Sem dúvida. Eu lembro que, quando Gloria me ligou, a 1 hora da manhã (risos), disse: “Tenho um presente para você. E eu: “Mais do que o Júnior?” “Você não está entendendo… Você fará um esquizofrênico”. Eu: “Como assim? Estou fazendo Van Gogh”. “Não acredito!” E Van Gogh era esquizofrênico, bipolar… Eu já tinha lido muita coisa, inclusive livros da Nise da Silveira. Foi muita sincronicidade mesmo, energia, tudo conspirou a favor. Era para ser.

A esquizofrenia do Tarso já começou a dar sinais na história…
É lógico que ele já tem predisposição à esquizofrenia, mas o que desencadeará tudo é a pressão familiar. A pressão do pai, essa história com a mãe, que projeta nele tudo e esquece a irmã, que é rejeitada. O negócio do Tarso é outro, é a arte.

O que será mostrado no ar?
Será mostrado como acontece as primeiras internações, o preconceito da família em não levar o doente para uma clínica porque não quer que ninguém saiba… É uma campanha linda! Vai modificar a vida de muita gente, de todos nós. Mudará muito nosso conceito sobre o louco.

Você emendou Ciranda de Pedra com Caminho das Índias…
Não tinha como não aceitar. Acabei Ciranda… em outubro, continuei com a peça em novembro e comecei a gravar em janeiro. Mas já estava dentro da novela antes. Até porque não tem como entrar na novela sem estudar tudo o que estudei. É muita informação, é muita coisa rica. Sou novo, tenho 26 anos e muito tempo ainda para descansar. Ter feito Van Gogh foi um estímulo e me deu uma força enorme para encarar esse novo desafio.

O que mais o surpreendeu durante a pesquisa para compor o Tarso?
A consciência deles (dos esquizofrênicos). Vou dar um exemplo: havia um dos integrantes da banda, que, quando eu fui a um ensaio, ele não compareceu. Ele estava em crise. Tempos depois, quando eu o encontrei, ele disse: “Pô, hoje eu não estou tão doidão”. Eles têm consciência, sabem muito bem que estão em crise.

Chegou a ficar assustado?
Você fica um pouco, não tem como não ficar. Quer dizer… Assustado não é a palavra, você fica hipnotizado. Fica ali olhando, querendo entender tudo aquilo. E só vai conseguir com o tempo, estudando, conhecendo…

Dizem que de médico e louco todos têm um pouco. Qual é sua loucura?
Ser ator (risos).

 

Por Heloiza Gomes

http://mdemulher.abril.com.br/tv-novelas-famosos/reportagem/acontece/bruno-gagliasso-conta-como-se-preparou-viver-esquizofrenico-tarso-432002.shtml

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Schizophrenia struggle for family

Posted on Quarta-feira 21 Janeiro 2009

People with schizophrenia are more likely to experience discrimination by those closest to them than by employers or officials, a global survey suggests.

Nearly half of the 730 respondents to the King’s College, London, study reported negative treatment by relatives and friends after diagnosis.

About a third said they had encountered problems when seeking or keeping a job.

Writing in the Lancet, the authors said they saw a remarkable consistency in those surveyed in 27 countries.

The sample was drawn from across the world, including countries in Western and Eastern Europe, as well as India, Malaysia and the US.

Some 25 people in each country who were deemed to be sufficiently "representative" were questioned in face-to-face interviews.

DISCRIMINATION EXPERIENCED
- Making/keeping friends: 47%
- Finding a job: 29%
- Wanting to start a family: 20%
- By police: 17%
- Using public transport: 10%
- Buying insurance: 4%
- During pregnancy and childbirth: 2%

They were asked to evaluate their treatment across a range of fields - stretching from personal relationships to purchasing insurance or taking out a bank loan.

Some 47% of those asked reported discrimination when it came to making and keeping friends, while 43% found similar problems with family.

Anticipation of discrimination was however higher than the actual experience of it.

Nearly 60% of respondents expected negative treatment at the hands of a partner but under 30% actually experienced it when they embarked on an intimate or sexual relationship.

More than 60% had expected to be discriminated against to some degree when it came to seeking work, but, again, under 30% actually experienced negative treatment.

Professor Graham Thornicroft, lead author of the study, said the gulf between expectations and reality was not however a cause for celebration.

"The anticipation of discrimination means many people don’t even try looking for work in the first place and employers need to do more to show they can accommodate people with mental health problems.

"But it’s not just a question of more legislation. Attitudes have to change as all the research shows it’s people’s responses to those with mental health problems which can make dealing with the condition a lot harder."

The mental health charity Rethink, which is launching a campaign aimed at challenging perceptions about mental health, says the study’s findings tally with its own research.

"It’s often the people you think will be the most supportive who simply do not know how to react when confronted with mental health problems," said Sue Baker, director of the Time To Change campaign.

"Family and friends may act for all the right reasons - keeping someone away from a wedding or party for instance because they think they’re not ‘up to it’ - but this simply reinforces the feeling of stigma and isolation."

The chief executive of the charity Mind, which is also involved in the Time to Change campaign, said: "People with mental health problems and their carers consistently identify discrimination as the single most important issue to be addressed.

"Together we can put an end to this last great taboo and bring attitudes towards mental health into the 21st Century," Paul Farmer said.

http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/7839430.stm

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Músicos portugueses alertam em disco para preconceito contra doenças mentais

Posted on Sábado 22 Novembro 2008

Lisboa, 22 Nov (Lusa) - Vinte bandas e artistas portugueses juntaram-se num movimento de alerta para o preconceito contra as doenças mentais e gravaram, em parcerias inéditas, dez temas para uma colectânea a editar na segunda-feira.

"Movimento UPA - Unidos Para Ajudar" reúne oito temas inéditos e duas versões que dão corpo a palavras associadas à discriminação das doenças mentais e interpretadas por nomes como Mariza, Xutos & Pontapés, Sérgio Godinho, Camané, Dead Combo, Clã, Mão Morta e José Mário Branco.

A ideia deste projecto partiu da associação Encontrar+se, fundada há dois anos, e do guitarrista Zé Pedro e consistiu na criação de parcerias inéditas entre vários artistas portugueses para a criação de temas originais.

O desafio era que todos os meses fosse lançada uma música na Internet, a partir de um tema proposto pela associação.

O álbum a editar segunda-feira é o somatório de todas músicas lançadas desde Janeiro e inclui ainda as ilustrações associadas a cada uma delas e um DVD com todos os telediscos produzidos.

Em declarações à agência Lusa, Filipa Palha, da Associação Encontrar+se, fez um balanço muito positivo deste projecto, apesar de só terem contabilizado cerca de 700 descarregamentos na Internet e angariado pouco mais de dois mil euros.

"A forma como os artistas aderiram ao projecto foi extraordinária e o objectivo de fazer com que se falasse das doenças mentais foi conseguido", disse a responsável.

Zé Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapés, disse à Lusa que este era um projecto difícil de concretizar, porque foi preciso conciliar o trabalho de muitos artistas.

"Todos aceitaram o desafio e surgiram coisas inesperadas, mas eu penso que agora é que o objectivo do Movimento UPA se vai começar a cumprir com a edição do disco", sublinhou Zé Pedro.

A colectânea, produzida por Nuno Rafael e editada pela Sony Music, abre com "Alguém me ouviu (mantém-te firme)", sobre desespero e esperança, que juntou pela primeira vez a fadista Mariza e o rapper Boss AC, com Bernardo Couto na guitarra portuguesa.

Os Xutos & Pontapés juntaram-se aos Oioai para gravar "Pertencer", sobre a culpa e a tolerância, enquanto Jorge Palma cantou com os Clã sobre solidão e fraternidade em "Convite" e os Mesa colaboraram com Rui Reininho em "BI.polar", para falar de medo e compreensão.

Com o Movimento UPA "conseguimos dar um bocadinho mais de voz a uma coisa que é parte do que somos, mas que se esconde, que não é falado e que não é prioridade política", disse Filipa Palha, referindo-se às doenças mentais, aos estados depressivos, à esquizofrenia.

Dos músicos que se associaram a esta causa, destacam-se ainda os Mão Morta, que gravaram com José Mário Branco o tema "Loucura", e Sérgio Godinho, desafiado para regravar com Xana um tema seu antigo, "O rei vai nu", ambos sob a dualidade culpa/tolerância.

A colectânea fecha com Camané, que reinventa com os Dead Combo o tema "Vendaval", conhecido anteriormente na voz de Tony de Matos.

As receitas das vendas do álbum reverterão para a associação Encontrar+se, que luta actualmente por um espaço de atendimento a quem lhe solicita ajuda.

Zé Pedro não descarta ainda a hipótese de realização de um concerto com todos os artistas convidados a participar neste movimento.

http://www.encontrarse.pt/

http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1048482

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Ausência de região do cromossoma 22 é a causa de distúrbios psiquiátricos como esquizofrenia

Posted on Segunda-feira 12 Maio 2008

Londres, 12 Mai (Lusa) - A ausência ou mau funcionamento de uma região do cromossoma 22 pode ser a causa de distúrbios psiquiátricos, como a esquizofrenia, problemas cognitivos e de comportamento, segundo uma investigação da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Publicado na revista britânica “Nature Genetics”, o estudo indica que a ausência dos genes está relacionada com a ansiedade, depressão, hiperactividade, autismo e dificuldade de memória. 

Os cientistas sustentam ainda que este distúrbio genético está na origem de um a dois por cento dos casos de esquizofrenia. 

O estudo mostra também que cerca de 30 por cento dos indivíduos com esta falha nos genes desenvolvem a doença. 

A partir de experiências com ratos de laboratório nos quais foram suprimidos os genes que controlam as mesmas funções da região do cromossoma 22 no homem, os cientistas detectaram nos animais distúrbios de comportamento. 

Segundo os cientistas, os genes suprimidos do material genético dos ratos controlam processos bioquímicos do cérebro, por isso a sua ausência origina falhas biológicas que causam doenças mentais.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=940565

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Perturbações mentais são mais comuns em pais de autistas

Posted on Terça-feira 6 Maio 2008

As perturbações mentais são duas vezes mais comuns nos pais de crianças autistas do que nos outros progenitores, segundo um estudo publicado segunda-feira nos Estados Unidos.

«A nossa pesquisa mostra que as mães e os pais diagnosticadso com uma esquizofrenia têm duas vezes mais riscos de ter um filho com autismo», afirma a autora do estudo, Julie Daniels. «Também observámos taxas mais elevadas de depressão e de perturbações da personalidade nas mães, mas não nos pais», acrescenta.

Investigadores da Escola de Saúde Pública da Universidade da Carolina do Norte analisaram os dados dos hospitais e dos nascimentos na Suécia, que abrangiam 1.237 crianças nascidas entre 1977 e 2003 e diagnosticadas com autismo antes de atingirem os 10 anos de idade. Estes dados foram cruzados com uma amostra de referência de 30.925 pessoas, composta em função do sexo, ano de nascimento e hospital.

«Estabelecer uma associação entre o autismo e outros problemas psiquiátricos poderia permitir aos futuros investigadores de melhor se concentraram nos factores genéticos ou ambientais que poderiam ser comuns a estas perturbações», afirma Daniels. O estudo poderá também ajudar os cientistas a estudar outras doenças, nomeadamente psiquiátricas, que poderiam estar na origem do autismo.

«Isso poderia ajudar a identificar as possibilidades de prevenir e tratar o distúrbio», acrescenta. O autismo é um perturbações neuropsiquiátrica que afecta a capacidade de comunicação e de interactividade de uma criança com as outras. Esta doença tem aumentado consideravelmente nos países desenvolvidos ao longo das duas últimas décadas, mantendo-se os cientistas divididos sobre as causas do aumento da doença.

Este estudo foi publicado no jornal Pediatrics.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=&id_news=330983

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Esquizofrénicos apresentam mutações genéticas únicas

Posted on Sexta-feira 28 Março 2008

Chicago, 28 Mar (Lusa) - Os esquizofrénicos apresentam um grande número de raras mutações genéticas que interrompem o desenvolvimento cerebral, segundo um estudo hoje publicado na revista Science.

As pessoas que padecem desta grave doença mental têm três a quatro vezes mais anomalias genéticas raras do que as pessoas sãs, e estas mutações afectam os genes que regulam o funcionamento do cérebro.

Estas anomalias podem consistir na supressão ou na duplicação de cadeias de ADN e diferem segundo os doentes, sendo que as marcas genéticas da doença são diferentes entre si e únicas para cada doente.

“Supomos que a maior parte das pessoas que sofrem de esquizofrenia têm a doença por uma razão genética diferente”, afirma Mary-Claire King, professora das Ciências do Genoma, na Universidade do Estado de Washington, em Seatle, que colaborou neste estudo.

A esquizofrenia é uma doença mental crónica que afecta um por cento da população.

Os doentes sofrem de alucinações, ilusões, sentimentos de perseguição e pensamentos desorganizados, podendo alguns destes sintomas ser tratados com neurolépticos mas não podendo ser curados.

Os estudos precedentes estabeleciam que a origem da doença estava ligada a um conjunto de mutações genéticas correntes.

No entanto, este novo estudo vem sugerir que a assinatura genética da esquizofrenia, tal como a do autismo, é mais complexa do que se pensava até agora e implica uma dezena, ou até mesmo uma centena, de genes, cujo funcionamento foi interrompido por duplicações ou supressões no ADN.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=926897

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Consciousness, Science’s biggest mystery

Posted on Sexta-feira 8 Fevereiro 2008

Mystery
Mystery of the Mind
By RICH HEFFERN – A baffling and profound mystery lies at the heart of one of the fastest-growing research areas in science today.
The mystery is human consciousness and how — or even whether — it arises out of our fleshy brains.
How does it happen that billions of nerve cells collaborate in an organ no bigger than half a football, allowing us not only to navigate intricate math equations and entertain elaborate thoughts, but to observe ourselves as we perform such functions, to feel exquisite emotions that a computer couldn’t begin to comprehend?

It is a fascinating field of study that is luring some of the nation’s best and brightest scientists, including some with a religious bent. They are drawn because they know that the explanation, when it comes, will be as stunningly mind-boggling as the discovery of DNA or the development of quantum physics. And — because it stands to potentially overthrow the reigning scientific assumption that everything has a material explanation — it could unite science and religion in a way no discovery has before.

Scientists know a lot about the brain’s structure and functions, yet know next to nothing about the process that leads to the clear sense of identity that emerges from our experiences and to our richly diverse inner lives.

Consciousness is not simply the opposite of unconsciousness. It involves a definite sense that someone is in the driver’s seat, an executive “I” who constantly monitors input from the senses, from inner states, from emotions, from the environment, then orders behavior and speech with access to both a memory library and an imagination.

It is comprised of our sense of identity, location and time, of our perceptions of the world around us, the memories that lace our stories and beliefs about the world, our emotional states and inclinations, our capacity to direct perceptions and thoughts, our sense of well-being, our zest for life, and much more. Consciousness is the brain’s overall awareness of the competing claims of all that information at any given time.

The quest to understand it has captured the imaginations of cognitive neuroscientists, psychologists and philosophers, who tend to line up on either side of a classic matter-spirit divide.

Those holding to the “materialist” view contend that the overwhelming evidence points to consciousness as a product of the inert gray matter in our skulls and nothing more. Harvard psychologist Steven Pinker asserts that “the supposedly immaterial soul we now know can be bisected with a knife, altered by chemicals, started or stopped by electricity, and extinguished by a sharp blow or by insufficient oxygen.”

But there’s another group willing to consider an alternative view, one found in many spiritual traditions: that consciousness arises from something beyond the material world; that it is conceivably a key component of the cosmos, as fundamental as space, time and matter.

As answers are found, they may bridge the gap in scientific worldviews. But for now, both groups agree that ethical and religious questions abound in the area of consciousness research. “Questions once confined to theological speculations and late-night dorm room bull sessions are now at the forefront,” Pinker says.

At what point does a fetus acquire consciousness? Could we “raise” a mind like pioneers raised a barn, by building a sufficiently intricate machine? Is a cat’s mind quantitatively or qualitatively different from ours? What kind of consciousness exists in the partly fused brains of a pair of Siamese twins? When the physiological activity of the brain finally ceases, does that executive “I” go entirely out of existence?

Pinker describes the current state of research: “With some problems a modicum of consensus has taken shape. With others, the puzzlement is so deep that they may never be resolved. Some of our deepest convictions about what it means to be human have been shaken. It shouldn’t be surprising that research on consciousness is alternately exhilarating and disturbing. No other topic is like it.”

Cognitive neuroscientists agree that it’s a field that still awaits its Einstein or its Francis Crick, the co-discoverer of DNA. In fact, Crick himself was working in the area of cognitive neuroscience until he died in 2004.

Read full Cover Story at http://ncronline.org/NCR_Online/archives2/2008a/020808/020808a.htm

Administrator @ 4:19 pm
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Estudo liga estresse na gravidez a risco de esquizofrenia

Posted on Terça-feira 5 Fevereiro 2008

Gravidez
Estado mental da mãe tem influência na formação do feto
Mulheres que sofrem de estresse durante os três primeiros meses de gravidez têm mais chances de ter filhos que venham a desenvolver esquizofrenia na idade adulta, sugere um estudo conduzido por pesquisadores britânicos.

Uma equipe da Universidade de Manchester analisou dados de 1,38 milhão de nascimentos na Dinamarca entre 1973 e 1995.

Eles observaram que o risco de esquizofrenia e outros problemas mentais relacionados foi 67% maior entre bebês cujas mães haviam perdido um parente durante os três primeiros meses de gestação.

As descobertas confirmam a teoria de que o estado psicológico da mãe pode ter uma grande influência no desenvolvimento do feto.

Perda de peso

Os especialistas acreditam que substâncias químicas liberadas pelo cérebro da mãe em resposta a momentos de estresse têm um impacto direto na formação do cérebro do bebê.

Eles ressaltam que os efeitos podem ser ainda mais maléficos nos primeiros estágios da gravidez, quando barreiras protetoras entre a mãe e feto ainda não estão desenvolvidas por completo.

Outros trabalhos também já haviam apontado que anormalidades na estrutura cerebral do feto associadas à esquizofrenia podem ser originadas dentro do útero.

“Nós estamos constatando cada vez mais que o ambiente ao qual o feto é exposto dentro do útero pode determinar sua saúde na vida adulta”, afirmou Philip Baker, coordenador da pesquisa.

Os pesquisadores acrescentaram que o risco de esquizofrenia também pode ser influenciado por fatores genéticos.

Estudos realizados anteriormente sugeriram que o estresse durante a gestação também pode provocar perda de peso do feto e partos prematuros.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/02/080205_estressegravidez_fp.shtml

Administrator @ 9:40 am
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A beautiful mind

Posted on Quarta-feira 10 Outubro 2007

Stuart Baker-Brown, 43, a photographer and writer based in Dorset, was diagnosed with schizophrenia in 1996. On World Mental Health Day, he delivers a unique personal insight into how his condition has nurtured his artistic expression.

In the past, schizophrenia has broken my life and taken away many of life’s opportunities, such as work and the ability to interact with society and family or even myself.

The symptoms have been very disabling and destructive and have included psychosis (delusion and hallucinations) which is understood to be a disturbance of sensory perception and creates the inability to recognise reality from the unreal.


Stuart Baker-Brown Many people with schizophrenia are naturally creative and turn to the arts to release their inner thoughts and emotions
Stuart Baker-Brown
Other daily symptoms, such as depression, suicidal thoughts, the feeling of being controlled by outside forces, paranoia and fear of persecution, have made life very difficult to cope with.

There is also the stigma and discrimination attached to the condition, especially the perceived link to violence - less than 1% of those diagnosed are violent towards others.

I believe the condition is very misunderstood, especially the link with creativity.

The Russian dancer Vaslav Nijinsky; Nobel prize winner in economics, John Nash (A Beautiful Mind); novelist, poet and writer, Jack Kerouac; and musicians such as Peter Green, Syd Barrett and James Beck Gordon have all either experienced, or are believed to have experienced, schizophrenia in some form.

Confusion

The condition has also been linked to the families of Tennessee Williams and Albert Einstein. Psychologists believe that schizophrenia personality is also associated to the likes of Vincent Van Gogh, Emily Dickinson and Isaac Newton.

Many people with schizophrenia are naturally creative and turn to the arts to release their inner thoughts and emotions and to express the meaning of their symptoms.

In my experience, schizophrenia is potentially a very creative tool which, as yet, has not been understood or recognised and is mistreated and so its powerful symptoms manifest as confusion and destruction.

SCHIZOPHRENIA
- About 1% of people develop schizophrenia
- Genetics probably play a part
- Ten to 15 per cent of people with a close relation with schizophrenia develop it
- Treatments include psychological therapies or medications

If this potential creativity was nurtured and encouraged, I believe we could find something quite unique, rather than the devastation we recognise.

I am now in a very fortunate position and my creativity is beginning to be achieved. My symptoms have eased greatly, due to my own personal belief and will to survive and finding a medication, Seroquel, that truly works with me.

Like other artists, such as Philippa King and Aidan Shingler, who share my condition, I am harnessing my creative side and now using my symptoms to work for me rather than against. This works for me in both writing and other art forms.

The symptoms feed me the tools to become creative. I seem to be thinking all the time and the psychosis is not necessarily destructive. The experience of a hallucination can often be recalled in the creation of artwork or poetry, for example.

Mount Schizophrenia

Much of my writing captures my life with schizophrenia, my past symptoms and experiences. I turn these into short stories or my novel, The Man Who Can, which is a story based on my life and my journey from the spiralling tunnel of darkness towards the bright sky of light.

I also have many sketches of images that have appeared in my thoughts or have appeared in front of me when I have laid relaxing in my bed or even walking along the street.

The subjects of my photography are given added meaning, such as Mount Everest, which represents "Mount Schizophrenia" and my struggles in life.

Sometimes it feels that the symptoms of my condition are very naturally creative and often without any prompting my imagination comes alive. My mind, as others with the condition, is often very stimulated, as if on a more heightened awareness than people without it.

Vegetais
Stuart takes pictures in Nepal where he says there is no stigma

But the problem is expressing what I see or hear because strong cognitive difficulties - such as memory loss, disorganized thoughts, difficulty concentrating and completing tasks - impair my ability to enhance and capture my true creative potential.

Unfortunately psychiatry leans far more towards controlling schizophrenia, rather than showing understanding towards a patient’s true needs and potential capabilities.

There needs to be far more emphasis on working with the symptoms. A far greater holistic approach needs to be adopted.

The link with creativity and schizophrenia has always been evident. Yet research into the understanding of these links has been very limited.

Thankfully, East Carolina University, the Natural Sciences and Engineering Research Council of Canada, and the National Institutes of Health in Britain are starting to research the links between schizophrenia and aspects of human creativity and cognition.

I personally believe that we are at the very beginning of having a true understanding of schizophrenia and its symptoms.

Let’s hope that after so much misunderstanding, this new research will open much-needed and refreshing doors to the truth.

http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/magazine/7037314.stm

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Mais de 30% da população mundial sofre de problemas mentais

Posted on Terça-feira 4 Setembro 2007

Mais de 30% da população mundial sofre de algum tipo de doença mental e pelo menos dois terços destes doentes não são tratados ou são-no inadequadamente, revelam especialistas na revista médica Lancet.

De acordo com seis artigos na Lancet, nos quais 39 especialistas traçam um diagnóstico ao estado das políticas de saúde mental a nível mundial, a falta de tratamento dos problemas mentais aproxima-se dos 90% em muitos países desenvolvidos.

Mais de 85% da população mundial vive em 153 países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, com muitos desses países a destacar poucos ou mesmo nenhuns recursos financeiros para a saúde mental, além de apresentarem infra-estruturas inadequadas.

Em resultado deste desinvestimento, «uma em três pessoas com esquizofrenia e um em dois doentes com outros problemas mentais não recebe nenhum tratamento», salientam os especialistas.

Segundo as contas dos especialistas que colaboraram neste dossier, fornecer os cuidados necessários a estes doentes custaria dois dólares norte-americanos por pessoa nos países subdesenvolvidos e três a quatro dólares por pessoa nos países em vias de desenvolvimento, o que é considerado pouco quando Segundo as contas dos especialistas que colaboraram neste dossier, fornecer os cuidados necessários a estes doentes custaria dois dólares norte-americanos por pessoa nos países subdesenvolvidos e três a quatro dólares por pessoa nos países em vias de desenvolvimento, o que é considerado pouco quando comparado com os custos de outras doenças a nível mundial.

A Lancet realça que, particularmente nos países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, a despesa do Governo com a saúde mental é muito mais baixa do que o necessário.

Cerca de um terço dos países mundiais não têm nos respectivos orçamentos uma verba específica para a saúde mental e um quinto dos que têm gastam nela menos de 1% do total dos gastos com a saúde.

«Quase 70% dos países africanos e 50% dos países do Sudeste asiático referem que gastam menos de 1% do seu orçamento para a saúde na área mental, enquanto mais de 60% dos países europeus gastam mais de 5% dos seus orçamentos para a saúde na saúde mental», é realçado num dos artigos, a partir de estatísticas oficiais, o que a revista considera «revelador das lacunas enormes na provisão do serviço de saúde mental» entre os países ricos e os menos ricos.

Os especialistas salientam ainda que cerca de um terço dos 191 países da Organização Mundial de Saúde (OMS) não têm leis sobre saúde mental, uma deficiência que bloqueia qualquer plano nacional sobre o tema.

«Apesar da grande atenção dos países ocidentais para a mente e consciência humana na filosofia e nas artes, os distúrbios da saúde mental permanecem não apenas negligenciados como também muito estigmatizados pelas nossas sociedades», alerta o editor da Lancet, Richard Horton, nas palavras introdutórias ao trabalho.

Horton apela às instituições mundiais como a OMS, o Banco Mundial, países doadores e outros para partilharem o dever de fazer da saúde mental um tema central das suas estratégias e fluxos financeiros.

Os especialistas convidados pela revista defendem a necessidade de aproximações inovadoras para promover a realidade das doenças mentais e usar os recursos de forma eficiente, «para assegurar que a saúde mental básica atinge todos os indivíduos».

A escassez dos recursos para a saúde mental, desigualdade no acesso a eles e a ineficiência no seu uso têm consequências sérias, a mais directa das quais é a falta de cuidados para quem precisa, consideram.

Alertam ainda que a falta de recursos técnicos e de profissionais especializados são factores que limitam os cuidados de saúde mental disponíveis na maioria dos países, onde as desigualdades são também um dos principais obstáculos, e realçam que o tratamento de muitas doenças mentais, como a depressão, é também eficaz para prevenir muitas outras doenças e problemas sociais, como a dependência do álcool e de outras substâncias.

«Quanto maior a pobreza e a baixa instrução predispõe as populações para os problemas mentais, menos acessíveis ainda parecem ser os serviços a estes mesmos grupos», é afirmado num dos artigos, salientando que há ainda um «estigma em torno dos problemas mentais» e que «as populações com doença mental são também mais vulneráveis ao abuso dos seus direitos humanos, particularmente nos países onde o tratamento é involuntário».

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=293273

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Esquizofrenia: Três em cada quatro doentes desempregados

Posted on Quarta-feira 16 Maio 2007

Três em cada quatro portugueses com esquizofrenia estão empregados, muitos deles sem necessidade, defendeu hoje o presidente da Associação de Educação e Apoio na Esquizofrenia (AEAPE), José Jara, que apelou a uma sensibilização das empresas.

«Os sectores público e privado devem estar sensibilizados para o facto de muitos destes doentes terem capacidade para pertencerem à população activa», defendeu José Jara, que é também psiquiatra no Hospital Júlio de Matos, em Lisboa.

Para o psiquiatra, o facto de não existir qualquer protecção a nível profissional na legislação nacional que beneficie os doentes mentais obriga a uma «luta contra o estigma» e no sentido de criar novas oportunidades.

Para colmatar os principais problemas de atenção e memória decorrentes da doença psiquiátrica, a associação lembra a existência de tratamentos adequados que permitem aos pacientes terem uma vida activa a nível profissional e pessoal.

Segundo a AEAPE, o tratamento farmacológico é fundamental e deve ser combinado com intervenção psicossocial, como psicoterapia, reabilitação e aprendizagem social.

A esquizofrenia, que afecta 1% da população em todo o mundo, é a doença com maior incidência entre os portugueses com perturbações psiquiátricas, representando cerca de 70% nesta população, segundo o último censo psiquiátrico realizado.

Anualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde, surgem entre sete e 14 novos casos em cada 100 mil habitantes, com idades compreendidas entre os 15 e os 54 anos.

O início da doença é geralmente precoce, afectando jovens entre os 16 e os 25 anos, com o registo de problemas cognitivos e afectivos. Os pacientes têm alucinações, delírios e alterações nas capacidades de comunicação, afectos e pensamento.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=276398

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Brain tissue reveals possible genetic trigger for schizophrenia

Posted on Quarta-feira 28 Março 2007

Diana Perkins
Diana Perkins
CHAPEL HILL – A study led by scientists from the University of North Carolina at Chapel Hill may have identified a molecular mechanism involved in the development of schizophrenia.

In studying the postmortem brain tissue of adults who had been diagnosed with schizophrenia, the researchers found that levels of certain gene-regulating molecules called microRNAs were lower among schizophrenia patients than in persons who were free of psychiatric illness.

“In many genetic diseases, such as Huntington’s disease or cystic fibrosis, the basis is a gene mutation that leads to a malformed protein. But with other complex genetic disorders – such as schizophrenia, many cancers, and diabetes – we find not mutated proteins, but correctly formed proteins in incorrect amounts,” said study lead author and UNC professor of psychiatry Dr. Diana Perkins.

The research appears this week in the online edition of the journal Genome Biology. “To our knowledge this study is the first to associate altered expression of microRNAs with schizophrenia,” the authors stated.

Since the 1950s, scientists have known that the genetic code stored in DNA is first transcribed into messenger RNA (mRNA) which is then the template from which the body’s protein building blocks are made. MicroRNAs are a newly discovered class of mRNA that does not carry the code for a protein. Instead, these tiny strands of RNA act by binding to matching pieces of the protein coding mRNA, thus preventing the translation of mRNA to protein. When a cell needs certain proteins, the microRNAs may disconnect, thus allowing protein expression to resume.

Using postmortem prefrontal cortical brain tissue of people with schizophrenia and persons who had no psychiatric illness, the researchers found for the first time a significant difference in the microRNA expression profile. Fifteen microRNAs were expressed at a lower level and one at a higher level in the brain tissue from persons with schizophrenia. The basic activity of this “executive” brain region is the orchestration of thoughts and actions in accordance with internal goals.

Previous studies have shown that microRNAs play a role in regulating brain development. They also figure importantly in “synaptic plasticity,” the ability of neurons to make connections with one another. “And those connections between neurons come and go all the time. It’s a normal process for them to be pruned and grow again, depending on what the brain needs to do to interact with the environment,” Perkins explained.

“There is growing evidence that schizophrenia may related to disordered synaptic plasticity,” she added. “Our study found a striking, significant difference in microRNA expression between people with schizophrenia and healthy people. Using bioinformatic analyses, we found that the distinguishing microRNAs appear to regulate genes involved in synaptic plasticity.”

Acknowledging this was a pilot study, Perkins and her colleagues plan further research with larger tissue samples.

Brain tissue for the research was supplied by the Harvard Brain Tissue Resource Center at McClean Hospital, Belmont, Mass. Research was supported in part by grants from the National Institutes of Health, the Elsa U. Pardee Foundation, the Foundation of Hope and the American Cancer Society.

Study co-authors at UNC include Dr. Clark Jeffries, research professor in the School of Pharmacy and senior bioinformatics research scientist at the UNC-based Renaissance Computing Institute (RENCI); Dr. L. Fredrik Jarskog, associate professor, department of psychiatry; Dr. J. Michael Thomson, postdoctoral scientist, Keith Woods, research specialist, Martin A. Newman, graduate student, and Dr. Scott M. Hammond, assistant professor, all of the department of cell and developmental biology; and Dr. Jianping Jin, bioinformatics staff scientist, department of molecular biology. Co-author Joel S. Parker is a research bioinformaticist with Constella Group LLC in Durham, N.C.

http://www.unchealthcare.org/site/newsroom/news/2007/Mar/perkins

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Picower study points to a genetic link for schizophrenia

Posted on Terça-feira 20 Fevereiro 2007

Susumu Tonegawa
Susumu Tonegawa
Gene mutations governing a key brain enzyme make people susceptible to schizophrenia and may be targeted in future treatments for the psychiatric illness, according to MIT and Japanese researchers. The work, by scientists from MIT’s Picower Institute for Learning and Memory and Japan’s RIKEN Brain Science Institute, will be reported in the early online edition of the Proceedings of the National Academy of Sciences on Feb. 20.

According to the National Institute for Mental Health, an estimated 51 million people worldwide suffer from schizophrenia. Although 80 percent of schizophrenia cases appear to be inherited, the specific genetic components underlying individuals’ susceptibility and pathology are largely unknown.

By studying genetically engineered mice and the genetic makeup of schizophrenic individuals, the MIT and Japanese scientists pinpointed the PPP3CC gene and other genes in the early growth response (EGR) gene family (specifically, EGR3) as likely suspects for causing the disease.

These genes are critical in the signaling pathway for the brain enzyme calcineurin. Calcineurin is prevalent in the central nervous system, where it plays a role in many neuronal functions whose disturbances would play into the disorganized thinking, attention deficits, memory and language problems that characterize schizophrenia.

The researchers confirmed that the PPP3CC gene is involved in diagnosed schizophrenia in Caucasian, African-American and Japanese individuals. EGR3 involvement was confirmed through a separate test.

“These data suggest that the brain signals governed by calcineurin stand at a convergent point of the molecular disease pathology of schizophrenia, and the involvement of the EGR genes reinforces this,” said co-author Takeo Yoshikawa of the RIKEN Brain Science Institute. This knowledge could lead to new schizophrenia therapeutics targeting the calcineurin system, he said.

“This study provides genetic and biological evidence that PPP3CC and EGR3, both constituents of the calcineurin signaling pathway, may independently elicit increased risk for schizophrenia,” said co-author Susumu Tonegawa, Picower Professor of Biology and Neuroscience at MIT. “These findings raised a novel and potentially important role for EGR genes in schizophrenia pathogenesis.”

In addition to Yoshikawa and Tonegawa, authors are Kazuo Yamada, Yoshimi Iwayama, Tetsuo Ohnishi, Hisako Ohba, Tomoko Toyota and Jun Aruga of RIKEN Brain Sciences Institute; David J. Gerber of the Howard Hughes Medical Institute and the RIKEN-MIT Neuroscience Research Center; and Yoshio Minabe of Kanazawa University School of Medicine in Japan.

This work is supported by the RIKEN Brain Science Institute and other agencies and institutes.

http://web.mit.edu/newsoffice/2007/schizophrenia.html

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Estudo liga gene da inteligência à esquizofrenia

Posted on Sexta-feira 9 Fevereiro 2007

Um estudo feito por investigadores norte-americanos mostrou que a inteligência e a esquizofrenia podem estar ligadas por um gene que aumenta a habilidade do cérebro para pensar.

O trabalho, desenvolvido no Instituto Nacional para a Saúde Mental dos Estados Unidos, em Bethesda, no Estado de Maryland, indica que a esquizofrenia, uma condição psicótica que afecta cerca de 60 milhões de pessoas no mundo, pode ser o risco que determinadas pessoas têm de correr no desenvolvimento extraordinário de capacidades intelectuais.

A investigação, publicada no Journal of Clinical Investigation, sugere que alguns dos factores genéticos que envolvem as capacidades cognitivas podem apresentar problemas, deixando uma parte dos indivíduos com maior probabilidades de ter problemas mentais.

Os investigadores examinaram uma variação comum de um gene, o DARPP-32, que faz com que a região do cérebro responsável pelo raciocínio mais sofisticado seja mais eficiente, melhorando o processo de transmissão de informações.

Contudo, o gene também foi ligado a funções cerebrais registadas em pacientes com esquizofrenia. Uma investigação em 257 famílias com historial de esquizofrenia mostrou que o gene é bastante comum entre pessoas com a doença.

O gene aumenta a capacidade de processamento de informação e, quando o cérebro funciona normalmente, o indivíduo ganha flexibilidade para pensar e um melhor desempenho da memória.

Entretanto, outros genes e as condições de vida do indivíduo podem fazer com que o cérebro encontre dificuldades para gerir aquele ganho, levando a um efeito colateral. «Seria o equivalente neurológico de uma mega-auto-estrada terminando num beco sem saída», comparou o pesquisador Daniel Weinberger, em entrevista ao jornal britânico The Times.

A esquizofrenia é uma condição que pode causar alucinações e delírios e que, em casos muito graves, pode fazer com que o paciente se torne incapaz de interagir socialmente com outras pessoas. Estima-se que cerca de 1% da população do mundo tenha sintomas da doença.

Na história, há vários exemplos de nomes famosos que foram diagnosticados como esquizofrénicos, como o matemático John Forbes Nash - retratado no filme «Uma Mente Brilhante» -, o músico Syd Barrett, ex-guitarrista do grupo Pink Floyd, o escritor norte-americano Jack Kerouac e o poeta e dramaturgo francês Antonin Artaud.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=262117

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Portugueses com esquizofrenia são mais dependentes que doentes europeus

Posted on Sexta-feira 20 Janeiro 2006

Encontro de Lisboa sobre Esquizofrenia

Em comparação com a Europa, os doentes portugueses com esquizofrenia são menos independentes, têm mais dificuldade em estarem empregados, desenvolvem menos actividades sociais, têm uma tendência menor para terem uma relação com um cônjuge ou companheiro e uma elevada co-morbilidade de ansiedade e depressão.

Esta caracterização foi feita no âmbito da participação portuguesa no SOHO (Schizophrenia Outpatient Health Outcomes), um estudo prospectivo, observacional, pan-europeu, que envolveu 10205 doentes e que tem por objectivo comparar dados sobre os efeitos clínicos e os custos do tratamento da esquizofrenia.

Os dados finais do SOHO serão apresentados no dia 20 de Janeiro, às 17h45, na sessão de abertura do 2º Encontro de Lisboa sobre Esquizofrenia, no Hotel Sheraton, em Lisboa (ver programa em anexo).

Caracterização da amostra portuguesa no início do estudo

Trinta psiquiatras de 11 centros de investigação participaram no estudo SOHO que incluiu em Portugal 175 doentes com esquizofrenia. Os doentes, maioritariamente do sexo masculino (65,6%), apresentavam uma idade média de 36,5 anos.

No que respeita às condições de vida, verificou-se que 64,4 por cento dos doentes portugueses com esquizofrenia vivem dependentes da família, apenas 18,6 por cento referem ter uma relação com um cônjuge ou companheiro, a maioria está desempregada (35%) ou reformada (33,7%), e 41,5 por cento dos doentes referiram não ter actividades sociais com amigos ou familiares.

Cerca de um terço dos doentes apresenta sinais de hostilidade ou agressividade, embora poucos sejam presos (1,3%) ou vitimas de crime violento (3,8%).

No que se refere à qualidade de vida destes doentes, concluiu-se que 70,6 por cento sente dificuldade em executar as suas actividades diárias, 76,3 por cento apresenta co-morbilidade de ansiedade e depressão, cerca de metade acusa dor ou desconforto, 25 por cento não é capaz de realizar tarefas ligadas a cuidados pessoais e 60 por cento sofre de disfunção sexual.

A esquizofrenia é uma doença ainda mal compreendida por muitos persistindo o estigma da sociedade face a estes doentes. Nos últimos anos ocorreram grandes avanços na abordagem terapêutica da esquizofrenia com a descoberta de novas gerações de antipsicóticos (atípicos), eficazes no controlo dos sintomas positivos e negativos da doença e com menores efeitos secundários que os seus antecessores. Quando devidamente tratado e acompanhado o indivíduo com esquizofrenia tem uma vida pessoal e profissional normal, além de uma clara melhoria da sua qualidade de vida.

Referências:

Marques-Teixeira J., Pereira A., Silva A., Marieiro A., Humberto J., Guerreiro M. Caracterização de doentes portugueses com esquizofrenia: resultados da avaliação do estudo observacional SOHO no início do estudo. Saúde Mental (Volume VII; nº 4: 13-21)

Para mais informações contactar:

Prof. João Marques-Teixeira (coordenador nacional do estudo SOHO e director clínico do Centro Hospitalar Conde Ferreira) :917 843 635
Liliana de Almeida (Pharmaedia): 213 509 271 ou 937 213 888

http://www.medicosdeportugal.pt/action/7/cnt_id/773/?menu=2

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