Cientistas norte-americanos identificaram um gene cuja alteração provoca um mau funcionamento da memória e aumenta o risco de sofrer de esquizofrenia. O gene, que os investigadores denominaram COMT, reduz a actividade da dopamina, um conhecido neurotransmissor que actua como mensageiro dos sinais no cérebro.
A investigação foi realizada por cientistas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, que comprovaram que uma redução da dopamina conduz a um funcionamento ineficaz da memória e aumenta o risco de sofrer de esquizofrenia. O gene COMT codifica uma enzima que divide a dopamina nas ligações cerebrais.
Cada indivíduo herda duas cópias do gene COMT, uma da mãe e outra do pai, mas quando se produz uma variante do gene denominada Val a actividade da dopamina reduz-se.
Em testes realizados em 181 pacientes com esquizofrenia, os investigadores, dirigidos por Daniel Weinberger, da Clínica de Doenças Mentais dos Institutos Nacionais de Saúde, comprovaram que a presença da variante Val condiciona o seu comportamento.
A doença, que afecta uma em cada 100 pessoas adultas, é a doença mental mais incapacitante, provocando isolamento social, alucinações, perda de emoções e abandono dos cuidados pessoais.
Afecta sobretudo jovens adultos e, segundo os últimos estudos realizados, há indícios que apontam para a possibilidade de ser hereditária em cerca de 80% dos casos.
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