Realizado sob a égide do Instituto Neurocientífico da Esquizofrenia e Perturbações Relacionadas, na Austrália, o estudo conclui que os processos alterados do raciocínio estão relacionados com o enfraquecimento da matéria cinzenta do cérebro.
Segundo Vaughan Carr, do instituto, explicou que a equipa de investigadores, composta por peritos da Austrália, Alemanha e EUA, «abriu uma nova janela para o cérebro dos pacientes com esquizofrenia».
O estudo consistiu em examinar a espessura e função do cérebro de dez australianos que sofriam as etapas iniciais da esquizofrenia.
A seguir, foi-lhes pedido que planeassem uma acção que implicasse atenção e memória, ao mesmo tempo que o seu cérebro era analisado num aparelho de ressonância magnética.
Os resultados foram comparados com os de outro grupo de pessoas que não sofriam da doença, mostrando que os esquizofrénicos tinham mais dificuldades em completar o projecto.
As conclusões do estudo, que serão publicadas pela revista científica internacional Neuroimage, deverão abrir novas áreas de investigação, como o exame de amostras de massa cinzenta de doentes com esquizofrenia.
A mesma equipa de cientistas espera poder determinar no futuro um ou vários genes susceptíveis de desenvolver a doença e tentar neutralizá-los para criar novos tratamentos.
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