Fármaco para esquizofrenia tem efeitos adversos em diabéticos

Posted on Segunda-feira 6 Maio 2002

As autoridades britânicas lançaram esta segunda-feira um alerta contra um dos fármacos mais frequentemente prescritos no tratamento da esquizofrenia, o Zyprexa. O uso prolongado deste medicamento pode trazer complicações a doentes diabéticos.

O Zyprexa, que tem a olanzapina como princípio activo, é fabricado pelo laboratório Eli Lilly.

O departamento de Controlo de Medicamentos britânico informou ter recebido 40 denúncias de casos de hiperglicemia (elevado teor de açúcar no sangue), diabetes melito e agravamento do quadro de diabetes, verificados alegadamente após o uso do Zyprexa.

Destes casos, quatro levaram o doente a um estado comatoso, com a ocorrência de um óbito.

Este órgão admite, contudo, que ainda não foi possível «identificar o mecanismo preciso da reacção adversa» atribuída ao medicamento e que, por isso, estão a ser efectuadas mais investigações.

«O uso inicial de olanzapina pode provocar o aumento de peso, levando ao desenvolvimento de hiperglicemia ou exacerbação de diabetes pré-existente», explica o Departamento de Controlo do Medicamento num comunicado divulgado esta segunda-feira.

Já no mês passado o governo japonês enviou um relatório ao representante do laboratório Eli Lilly no país manifestando preocupação com os efeitos colaterais do Zyprexa.

Segundo as autoridades japonesas, dois diabéticos morreram e outros sete entraram em coma após terem usado o medicamento durante pelo menos dez meses.

A Eli Lilly ainda não comentou as denúncias.

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Óscares: Uma Mente Brilhante vence em Melhor Filme

Posted on Segunda-feira 25 Março 2002

Uma Mente Brilhante conquistou o Óscar de Melhor Filme, derrotando Gosford Park, Vidas Privadas, O Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel e Moulin Rouge.

Este filme, que conta a história do Nobel John Nash, um brilhante matemático que sofreu de esquizofrenia, foi o vencedor da 74ª edição dos Óscares, ao ganhar quatro estatuetas, em oito nomeações.

Conquistou ainda os Óscares para Melhor Actriz Secundária (Jennifer Connelly), Melhor Argumento Adaptado e Melhor Realizador (Ron Howard).

Entre os Óscares mais mediáticos, perdeu o de Melhor Actor, com Russell Crowe a não conseguir igualar Tom Hanks, que obteve este prémio em duas edições consecutivas.

O Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel, que contava com 13 nomeações, obteve o mesmo número de estatuetas que Uma Mente Brilhante, mas em categorias com menor impacto: caracterização, fotografia, efeitos especiais e banda sonora original.

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Estudos associam genes do cromossoma 22 à esquizofrenia

Posted on Quarta-feira 13 Março 2002

Dois novos estudos identificaram a actividade genética que parece estar associada à esquizofrenia. Os cientistas descobriram que o problema está em dois genes do cromossoma 22.

As duas pesquisas serão publicadas na edição de 19 de março da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

No primeiro trabalho, realizado na Universidade Rockefeller, os investigadores analisaram amostras de ADN pertencentes a mais de 200 doentes esquizofrénicos, aos seus pais e a um grupo de homens e mulheres saudáveis. Entre os voluntários foram incluídos portadores de esquizofrenia infantil, forma rara da doença que se manifesta por volta dos 13 anos.

Os dois genes são o PRODH2, que codifica uma enzima cerebral comum, e o DGCR6, que está associado ao desenvolvimento do sistema nervoso. Determinadas variações no PRODH2 pareceram ser mais comuns nos pacientes com esquizofrenia que nas outras pessoas, embora os investigadores não tenham conseguido excluir a influência do DGCR6.

«As alterações nos genes estavam super-representadas nos portadores de esquizofrenia, em comparação com as pessoas saudáveis», afirmou a coordenadora da equipa, Maria Karayiorgou.

Espera-se que essas conclusões possam levar os fabricantes de medicamentos a desenvolver tratamentos mais eficientes, declarou a coordenadora do estudo.

«É preciso trabalhar mais até que tenhamos um perfil genético da variação que poderia contribuir para o surgimento da esquizofrenia em determinada pessoa», disse a especialista. Os investigadores deram prioridade ao cromossoma 22 porque considera-se que as pessoas com supressão ou danos nessa porção do ADN têm um risco 30 vezes maior de desenvolver a doença.

No segundo estudo, a equipa de Sabine Bahn, do Instituto Babraham, localizado em Cambridge (Reino Unido), também encontrou genes do cromossoma 22 que podem influenciar o aparecimento da esquizofrenia.

O grupo de Bahn analisou tecido cerebral de pacientes mortos que tinham esquizofrenia e comparou esse material com amostras semelhantes retiradas de pessoas saudáveis e de portadores de outras doenças psiquiátricas.

Nos doentes com esquizofrenia, a expressão dos genes que produzem a apolipoproteína L1, proteína codificada por genes da chamada família apo L, era três vezes maior. Esses genes têm uma função importante no transporte de colesterol no organismo. O colesterol é essencial para o cérebro adulto e também durante a fase inicial de desenvolvimento desse órgão.

As descobertas «deixaram-nos confiantes para sugerir que as anomalias na expressão desses genes podem estar envolvidas na génese da esquizofrenia», disseram os cientistas.

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Risperidona reduz risco de recaída em doentes com esquizofrenia

Posted on Quinta-feira 3 Janeiro 2002

O fármaco risperidona reduz para metade o risco de os doentes de esquizofrenia sofrerem recaídas caracterizadas por episódios de alucinações e confusão, segundo um estudo divulgado esta quinta-feira pela revista New England Journal of Medicine.

O estudo indica que a risperidona pode manter os pacientes em condições «normais» pelo menos o dobro do tempo do que tomam haloperidol.

Apesar de advertir que o risperidona não é uma cura, o estudo assinala que o único problema não é a recaída após o fim do tratamento, mas sim precisar a altura exacta desta.

A investigação realizada por John Csernansky da Universidade de Washington utilizou 365 doentes de 39 centros de saúde. A metade da amostra foi administrada a risperidona, que nos EUA é vendida sob o nome de Risperdal, e ao resto haloperidol, conhecida como Haldol.

No fim da experiência, o nível de recaída entre os do segundo grupo era de 60% comparado com os 34% dos voluntários a quem foi administrada risperidona.

Estima-se que nos EUA uma em cada 143 pessoas sofram de esquizofrenia em algum momento da sua vida.

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Nascer nas grandes cidades propicia esquizofrenia

Posted on Quarta-feira 21 Novembro 2001

Apesar da herança genética ser um dos factores determinantes da esquizofrenia, os factores ambientais também influem no aparecimento desta doença mental crónica.

Segundo um estudo publicado esta quarta-feira na revista Archives of General Psychiatry, indivíduos que passam os seus primeiros 15 anos de vida numa área urbana estão três vezes mais sujeitos a sofrer desta patologia do que aqueles que vivem em meios rurais.

Investigadores da Universidade de Aarhus (Dinamarca) chegaram a esta conclusão após observar, em quase dois milhões de dinamarqueses, dados como onde tinham nascido e sido criados assim como os antecedentes familiares de doenças mentais.

As povoações foram catalogadas em cinco níveis, segundo a densidade populacional.

Os dinamarqueses que vivem nas cidades não só têm um maior perigo de sofrer desta doença como também, verificaram os autores do estudo, o risco aumenta consoante o número de anos passados em zonas urbanas e com o aumento das urbanizações.

Os resultados vieram comprovar um outro recente estudo que advertia para os «perigos» de viver na cidade. Segundo investigadores da Universidade de Maastrich (Holanda), os «cosmopolitas» sofrem de mais desordens mentais – como paranóia, mania de perseguição e alucinações auditivas – dos que vivem em pequenas povoações.

Segundo os autores dinamarqueses, a influência da grande cidade na esquizofrenia pode dever-se a múltiplas causas, como as complicações durante o parto, as dietas, as infecções e, inclusivamente, a exposição a materiais tóxicos.

Outro dos factores relacionados com a esquizofrenia – que afecta aproximadamente 1% da população mundial – é o estatuto social. Segundo uma investigação publicada no número de Outubro do British Journal of Psychiatry, o nível económico influi no desenvolvimento desta patologia.

Durante dois anos, os autores do estudo observaram 168 pacientes com idades compreendidas entre os 16 e os 64 anos. Deste modo, constataram que as pessoas cujos progenitores provinham de uma classe social mais baixa – determinada pela profissão – e os que tinham nascido em áreas «deprimidas» - baseado no local ode vivia a mãe quando nasceram – correm o dobro do risco de sofrer de esquizofrenia.

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Identificada variação genética que predispõe para a esquizofrenia

Posted on Quarta-feira 30 Maio 2001

Cientistas norte-americanos identificaram um gene cuja alteração provoca um mau funcionamento da memória e aumenta o risco de sofrer de esquizofrenia. O gene, que os investigadores denominaram COMT, reduz a actividade da dopamina, um conhecido neurotransmissor que actua como mensageiro dos sinais no cérebro.

A investigação foi realizada por cientistas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, que comprovaram que uma redução da dopamina conduz a um funcionamento ineficaz da memória e aumenta o risco de sofrer de esquizofrenia. O gene COMT codifica uma enzima que divide a dopamina nas ligações cerebrais.

Cada indivíduo herda duas cópias do gene COMT, uma da mãe e outra do pai, mas quando se produz uma variante do gene denominada Val a actividade da dopamina reduz-se.

Em testes realizados em 181 pacientes com esquizofrenia, os investigadores, dirigidos por Daniel Weinberger, da Clínica de Doenças Mentais dos Institutos Nacionais de Saúde, comprovaram que a presença da variante Val condiciona o seu comportamento.

A doença, que afecta uma em cada 100 pessoas adultas, é a doença mental mais incapacitante, provocando isolamento social, alucinações, perda de emoções e abandono dos cuidados pessoais.

Afecta sobretudo jovens adultos e, segundo os últimos estudos realizados, há indícios que apontam para a possibilidade de ser hereditária em cerca de 80% dos casos.

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Estrogénio pode ajudar mulheres esquizofrénicas

Posted on Quarta-feira 14 Março 2001

A combinação de um adesivo de estrogénio com medicação antipsicótica demonstrou ser mais eficaz no controlo dos sintomas da esquizofrenia do que a utilização isolada dos antipsicóticos, revelou um estudo realizado na Austrália.

Os cientistas explicam este descoberta com o facto de que os primeiros episódios de esquizofrenia nas mulheres numa idade mais avançada do que nos homens, o que sugere que quando os níveis de estrogénio baixam ou estão muito reduzidos, as mulheres estão mais vulneráveis.

A esquizofrenia é uma das formas mais comuns de doença mental severa. Afecta cerca de 1% da população e inicia-se normalmente no fim da adolescência.

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Schizophrenia

Posted on Quarta-feira 20 Dezembro 2000

Mentally ill person
Schizophrenia can be a devastating conditon
Schizophrenia is the most chronic and disabling of the major mental illnesses. It is a highly complex condition, and scientists are not even sure if it is one disorder, or a range of disorders, with different causes.

Approximately one per cent of the population develop schizophrenia during their lives. Men and women are affected equally. Schizophrenia is not, as is commonly thought, split personality.

What is schizophrenia?

Schizophrenia is such a complex condition that few generalisations hold true for all people diagnosed as schizophrenic.

People with acute schizophrenia may experience psychotic symptoms when they are completely unable to separate reality from unreal experiences. They may view the world as highly distorted, changeable and lacking reliable landmarks.

Some patients may only have one psychotic episode, and others may have many episodes during a lifetime, but lead relatively normal lives during interim periods.

Patients with chronic schizophrenia often do not fully recover normal functioning and may require long-term treatment, generally including medication, to control the symptoms.

Some chronic schizophrenic patients may never be able to function without assistance of one sort or another.

The first psychotic symptoms of schizophrenia are often seen in the teens or twenties in men and in the twenties or early thirties in women.

Schizophrenia can be confused with other mental disorders, such as manic-depression and with physical illnesses.

What are the symptoms?

Schizophrenia can cause a huge variety of symptoms, and a sufferer may exhibit very different behaviour at different times.

A person with schizophrenia may feel anxious and confused. A sufferer may seem distant, detached, or preoccupied. Sometimes they may sit motionless and silent for hours.

Alternatively, a schizophrenic may move about constantly, always occupied, wide awake, vigilant, and alert. Prolonged extremes of depression and elation are not uncommon.

Some people with schizophrenia experience hallucinations. The most common form of hallucination is the hearing of voices.

People with schizophrenia also have delusions - false or irrational beliefs. Some can be quite bizarre, for instance that people on television are broadcasting the sufferer’s thoughts aloud to other people.

People with paranoid schizophrenia believe they are being persecuted.

Often a schizophrenic patient’s thinking is affected by the disorder. The person may not be able to think straight, or to concentrate.

People with schizophrenia also have trouble expressing their emotions. They may appear inconsistent, manic or emotionally stunted.

Are people with schizophrenia likely to be violent?

Although news and entertainment media tend to link mental illness and criminal violence, studies show that mentally ill people are no more prone to violence than the general public.

Most schizophrenic individuals are not violent; more typically, they prefer to withdraw and be left alone.

Some acutely disturbed patients may become physically violent, but such outbursts have become relatively infrequent following the introduction of more effective treatments.

What causes schizophrenia?

There is no known single cause of schizophrenia. It appears that genetic factors produce a vulnerability to schizophrenia, with environmental factors contributing to different degrees in different individuals.

No specific gene has yet been found; no biochemical defect has been proven responsible; and no specific stressful event seems sufficient, by itself, to produce schizophrenia.

However, it is thought that a chemcial imbalance in the neurotransmitters - substances that allow communication between nerve cells - is involved in the development of schizophrenia.

How is schizophrenia treated?

Antipsychotic drugs - neuroleptics - are the best treatment now available. They do not cure schizophrenia but they have greatly improved the outlook for individual patients.

These medications reduce the psychotic symptoms of schizophrenia, such as hallucinations and delusions, and usually allow the patient to function more effectively and appropriately.

Patients vary a great deal in the amount of drug needed to reduce symptoms without producing troublesome side effects.

In the last eight years, five new types of anti-psychotic drugs have been introduced in the UK.

However, a survey of 60 health authorities in November 1998 found that 45% did not fund clozapine, 57% did not pay for olanzapine and 58% did not fund resperidone in their hospitals.

Psychosocial treatment can be used to help schizophrenics with psychological, social and occupational problems, which are often a major source of concern even when a patient is free of psychotic symptoms.

These include rehabilitation programmes, individual psychotherapy and therapy with other members of the family or in groups.

More radical treatment such as electroconvulsive therapy and brain surgery are only used in very exceptional circumstances.

What is the outlook?

The outlook for people with schizophrenia has improved over the last 25 years.

Although no totally effective therapy has yet been devised, many schizophrenic patients improve enough to lead independent, satisfying lives.

A review of almost 2,000 patients’ life histories suggests that 25% achieve full recovery, 50% recover at least partially, and 25% require long-term care.

Is help available?

The National Schizophrenia Fellowship is based at 30 Tabernacle Street, London EC2A 4DD. Helpline number: (020) 8974 6814.

This page contains basic information. If you are concerned about your health, you should consult a doctor

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